AZ Quest Sole Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio — FIAGRO Imobiliário
Recomendação: MANTER · Nota 6,4/10 · Cotação R$ 7,97 · P/VP 0,9267 · DY 12m 15,73%
O AAZQ11 é o Fiagro de papel da AZ Quest Agro (braço da AZ Quest dedicado ao agronegócio), com carteira 99% alocada em ativos do agro — 68,6% em CRAs e 26,4% em Fiagros de direitos creditórios. Em maio/2026, a cota negocia a R$ 8,23 com VP/cota de R$ 8,64 (mar/26), P/VP de 0,95, carrego bruto ponderado de CDI + 3,78% e carrego líquido CDI + 2,57% a.a. O fundo tem 30.996 cotistas e R$ 207,8 milhões de patrimônio líquido, com dividendo recente de R$ 0,11/cota (mar/26) — DY 12m ~16% e equivalente a 127% do CDI.
A carteira é pulverizada em mais de 45 ativos e 13 segmentos do agro: açúcar/etanol (24,8%), recebíveis pulverizados (28,0%), cooperativas (12,8%), fertilizantes (8,3%), proteína animal, laticínios, grãos e crédito de carbono. A diversificação é genuína — maior concentração individual é o CRA ACP Bio (7,3%) — e os carregos das alocações novas (Toagro CDI + 5%, Enersugar CDI + 6%) renovam o spread médio. A AZ Quest assumiu a gestão em abr/2023 e desde então melhorou a comunicação, fez visitas de campo aos cedentes relevantes e adotou postura institucional na recuperação de créditos problemáticos.
O ponto de atenção está nos eventos de crédito de 2024 — Fiagro Caetê/CRA Stoppe (Operação Greenwashing PF, jun/24), CRA Agrogalaxy (RJ set/24) e CRA023000B5 (RJ abr/24) — todos remarcados para 50% do PU e ainda na carteira (2,2% + 0,18% do PL). As remarcações já estão no VP, mas a recuperação efetiva via execução de garantias ainda é incerta. Em fev/26, dividendo caiu para R$ 0,105 e em mar/26 desceu para R$ 0,11 — sinal amarelo no curto prazo, ainda que dentro do guidance R$ 0,10–0,12 do 1S2026. Veredicto ACUMULAR: adequado para investidor moderado que entende crédito privado agro, busca renda mensal isenta e tolera volatilidade pontual.
A tese do AAZQ11 é a de um Fiagro de papel diversificado com mandato claro em crédito privado do agronegócio, gerido por casa institucional (AZ Quest Agro). Combina carrego líquido CDI + 2,57% a.a., dividendo mensal isento de IR para PF, P/VP de 0,95 e diversificação genuína em 45+ ativos do agro — açúcar/etanol, cooperativas de café e grãos, fertilizantes, laticínios, proteína animal, recebíveis pulverizados.
Os eventos de crédito de 2024 (Caetê/Greenwashing, Agrogalaxy, CRA023000B5) já foram remarcados a 50% do PU e estão refletidos no VP. A carteira atual foi recomposta com novos ativos (Fiagro Toagro CDI+5%, CRA Enersugar CDI+6%, CRA Expocacer 2 CDI+3%, Fiagro Uller, FIDC Baviera Mez), o que renovou o spread médio. O fundo é apropriado para investidor moderado que entende crédito privado agro, valoriza renda mensal isenta de IR e tolera volatilidade pontual em casos de inadimplência.
O fundo distribui mensalmente ~95% do lucro do regime de competência (CVM/SSE/SNC nº 1/2025) e mantém pequena reserva (R$ 0,022/cota no ano 2025 retidos). DPS recente comprimiu de R$ 0,1325 (dez/25) para R$ 0,105 (jan-fev/26) e R$ 0,11 (mar/26) — movimento aritmético da queda dos CDI+ (em jan/26, lucro contábil/cota foi R$ 0,1232 e DPS R$ 0,105; em fev/26, lucro R$ 0,0948 com DPS R$ 0,105 usando reserva). Estrutura saudável enquanto não houver nova marcação significativa.
A AZ Quest Investimentos é uma das gestoras independentes mais consolidadas em crédito privado no Brasil, com track record extenso em fundos de debêntures e crédito estruturado. A AZ Quest Agro Ltda. é o braço dedicado ao agronegócio que assumiu a gestão do Sole em abr/2023, substituindo a gestora anterior em AGC. Desde então, a comunicação melhorou bastante: relatórios gerenciais detalhados com ratings por ativo, atualizações específicas sobre cedentes em estresse (Caetê, Cotribá, Agrogalaxy) e visitas de campo a operações relevantes (Toagro, Enersugar, ACP Bio, UISA, Baviera).
O track record recente foi testado pelos eventos de crédito de 2024, mas a resposta seguiu padrão institucional: remarcações rápidas para 50% do PU, contratação de escritório especializado em recuperação de crédito, execução civil contra avalistas e acompanhamento criminal. Em paralelo, a gestora reposicionou o portfólio com novas alocações (Fiagro Toagro CDI+5%, CRA Enersugar CDI+6%, CRA Expocacer 2 CDI+3%) e mantém disciplina na política de subordinação (típica 20–40% em FIDCs).
O AAZQ11 chega a maio/2026 consolidado após o ciclo de estresse de 2024. O fundo negocia a R$ 8,23 (P/VP 0,95) com patrimônio líquido de R$ 207,8 milhões, 30.996 cotistas e carteira 99% alocada em 45+ ativos do agronegócio — 68,6% em CRAs, 26,4% em Fiagros de direitos creditórios, 5,8% em cotas de Fiagro listado (FGAA11) e 1,3% em caixa. O carrego ponderado bruto é CDI + 3,78% a.a. e o carrego líquido (após impostos e taxas) é CDI + 2,57% a.a., adequado ao perfil de risco de crédito privado agro pulverizado.
A análise fundamentalista mostra dividendo mensal recente em R$ 0,10–0,12 (atualmente R$ 0,11 referência mar/26), DY 12m de 16,13% sobre a cota atual e equivalente a ~140% do CDI gross up para PF isenta. O resultado contábil de 2025 foi R$ 31,2 milhões (receita operacional R$ 99,4 Mi, despesas R$ 65,2 Mi) com retorno de 15% sobre o PL inicial. A gestora AZ Quest Agro, que assumiu em abr/2023, melhorou substancialmente a comunicação, adotou postura institucional em eventos adversos e recompôs o portfólio com novas alocações (Fiagro Toagro CDI+5%, CRA Enersugar CDI+6%, CRA Expocacer 2 CDI+3%) que renovaram o spread médio.
Os catalisadores positivos são: (i) a queda esperada da Selic para 11% em 12 meses (Focus), que tende a comprimir o DY exigido e beneficiar a cota; (ii) o desconto de 5% sobre o VP já saneado (remarcações de 2024 absorvidas); (iii) a diversificação genuína em 45+ ativos com maior concentração individual de 7,3%; e (iv) possíveis recuperações via execução de garantias nos créditos problemáticos. Os riscos principais são: (a) o resíduo Caetê/Stoppe em execução judicial (recuperação efetiva incerta), (b) compressão adicional do DPS em ciclo de Selic em queda, (c) liquidez apenas razoável (R$ 400 mil/dia) e (d) sensibilidade do agro a preços de commodities.