Recomendação: VENDA · Nota 3,2/10 · Cotação R$ 638,51 · P/VP 0,3117 · DY 12m 6,0%
O ALMI11 apresentou em 2026 uma deterioração material da tese: o DPS desabou para R$ 0,296 em mar/2026 (quase zero, sob o salto de despesas operacionais de +593% em 4 meses) e recuperou apenas para R$ 2,5185/cota em abr e mai/26 (doc 1207845) — cerca de metade dos R$ 4-5 distribuídos no 2S25. Não houve suspensão da distribuição (o 'R$ 0,00 de rendimentos a distribuir' do Informe Mensal Estruturado de abr/26 é linha de competência/regime de caixa, não corte do provento). A AGO de 13/05/2026 (doc 1198805) limitou-se a aprovar as DFs 2025, sem deliberar nada sobre reposicionamento, recompra ou alienação parcial. Cotistas caíram para 1.852 (terceiro mês consecutivo de fuga) e VP/cota recuou para R$ 2.048,45.
Os riscos estruturais permanecem severos e agora confirmados: vacância de 46,80% estagnada (andares 3 a 18 vazios há anos), liquidez extremamente baixa (~R$ 11k/dia), mono-ativo de copropriedade parcial (40%) no Centro do RJ, contas a receber subindo para R$ 5,08 Mi (vs R$ 3,53 Mi no 4T25 — alta de 44% em 4 meses) e depósito judicial de ITBI de R$ 2,47 milhões pendente. O P/VP de 0,33 reflete esses riscos fundamentais, não uma oportunidade de mercado.
A administradora BTG Pactual mantém discurso otimista citando o Projeto Reviver Centro da Prefeitura do RJ, mas os resultados concretos na ocupação são inexistentes — a vacância não se moveu em mais de 2 anos. Os 13 locatários atuais estão concentrados nos andares superiores, e preencher 16 andares inteiros vagos (3 a 18) é um desafio monumental. A nota cai de 4,0 para 3,5 pela compressão e volatilidade extrema do DPS (R$ 0,296 num único mês) e pela inércia da AGO. O veredicto permanece VENDA — a renda do fundo encolheu para metade do patamar do 2S25 e oscila de forma imprevisível.