Recomendação: COMPRA · Nota 7,6/10 · Cotação R$ 8,71 · P/VP 0,8217 · DY 12m 11,01%
O CCME11 encerrou março/2026 com patrimônio líquido de R$ 719,7 milhões, distribuídos em 17 CRIs (41% do PL), dois imóveis diretos em São Paulo (27%), 11 FIIs (12%) e caixa robusto de 21% em títulos públicos. O fundo negocia a R$ 9,14, com P/VP de 0,86 e dividend yield de 11,01%, em cenário macro de Selic em trajetória de queda (15% a.a. com expectativa de início de corte) e IFIX em máxima histórica.
A tese de investimento sustenta-se em três pilares: primeiro, o carrego elevado da carteira de CRIs (CDI+ 2,9% a.a. e IPCA+ 10,5% a.a. no VP, com duration curta de 2,6 anos e LTV de 53%) que, ajustada ao desconto da cota, entrega retorno implícito muito superior a papéis equivalentes no mercado secundário. Segundo, a qualidade dos imóveis diretos: Kasa Vila Olímpia (residencial prime com prazo médio de contratos de 16 meses e reajustes médios de +25% desde 2023) e Shopping Jardim Sul (dominante no Morumbi, 97% de ocupação, NOI crescendo 9% a.a.). Terceiro, a gestão ativa comprovada da Canuma no portfólio líquido, que entregou 100% das janelas móveis de 36 meses acima do IFIX.
Os principais catalisadores para os próximos 12 meses são: (i) início do ciclo de corte da Selic, que historicamente beneficia o segmento; (ii) reinvestimento dos R$ 150 milhões em caixa em novas operações; (iii) retomada da ocupação do Kasa Vila Olímpia para patamares de 85-90%; (iv) potencial fechamento do desconto patrimonial via reconhecimento de investidores do IFIX. O guidance de rendimentos mensais foi elevado para R$ 0,084-0,088/cota no 2º trimestre/2026, com cenário-base de R$ 0,086.