(em liquidação aprovada — incorporação por VVCR11)
Recomendação: VENDA · Nota 3,8/10 · Cotação R$ 74,35 · P/VP 0,7752 · DY 12m 11,79%
O HCHG11 está em liquidação aprovada: em 27/11/2025 a Consulta Formal aprovou (com 43% dos cotistas votando a favor) a alienação de 100% dos ativos ao VVCR11 por R$ 107,64 Mi (R$ 89,70/cota), com pagamento em cotas do próprio VVCR11 e subsequente liquidação do fundo. A carteira tem fundamentos razoáveis (100% IPCA + 7,09%, duration 2,49 anos, sem performance, 25% em caixa), mas deixa de ser tese de longo prazo. Cotação atual R$ 79,99 oferece ~12% de upside teórico vs o valor de aquisição, mas o pagamento em cotas do VVCR11 e a ausência de cronograma definido para fechamento mantêm risco de execução. Não há rendimento novo pago desde 30/12/2025 — janela de espera com fluxo zerado.
O HCHG11 deixou de ser tese de FII de papel e virou operação de evento: arbitragem entre a cotação atual (R$ 79,99) e o valor aprovado de aquisição pelo VVCR11 (R$ 89,70/cota), com a ressalva de que o pagamento é em cotas de emissão do VVCR11 e não em dinheiro. A carteira original (13 CRIs 100% IPCA+, duration 2,49a, sem alavancagem, sem performance) tem boa qualidade, mas isso perde relevância: a partir do fechamento da operação, o cotista do HCHG11 vira automaticamente cotista do VVCR11 e está exposto à tese desse outro fundo.
As Demonstrações Financeiras de 31/12/2025, auditadas pela Grant Thornton com opinião sem ressalvas, confirmam o quadro patrimonial do fundo às vésperas da liquidação: PL de R$ 115,09 Mi (R$ 95,9083/cota), com CRIs a R$ 86,4 Mi (75,07% do PL, marcação a mercado Nível 2), cotas de FI renda fixa a R$ 19,67 Mi (17,09%) e caixa de R$ 9,97 Mi (8,66%) — versus apenas R$ 1 mil em 31/12/2024, alta explicada pelos recebimentos dos CRIs ao longo do ano.
A DRE 2025 mostra resultado líquido de R$ 13,71 Mi, alta de 3,1x sobre os R$ 4,36 Mi de 2024, impulsionada pelo MtM positivo dos CRIs IPCA+ em ambiente de juro alto (receita total R$ 14,94 Mi vs R$ 5,52 Mi). Despesas controladas em R$ 1,23 Mi (gestão R$ 797 mil, administração R$ 230 mil, jurídico R$ 32 mil — provável custo do processo de liquidação). Rentabilidade patrimonial de 12,16% sobre PL médio de R$ 113,92 Mi.
Dividendos 2025 totalizaram R$ 11,32 Mi (R$ 9,43/cota, média R$ 0,786/mês), sem amortizações ou resgates de cotas no exercício. Não há novas distribuições previstas após dez/2025 — fundo permanece em processo de liquidação após aprovação (27/11/2025) da alienação de 100% dos ativos ao VVCR11 por R$ 107,64 Mi (R$ 89,70/cota), com pagamento em cotas do VVCR11. A confirmação contábil reforça que a carteira chegou íntegra ao evento, mas não altera a tese: arbitragem de liquidação contra cota R$ 79,99 segue dominante, com risco de execução do swap por VVCR11 e ausência de yield corrente.
Tecnicamente o fundo encerrou 2S/2025 fazendo caixa (resultado de R$ 4,86 Mi vs distribuição de R$ 4,48 Mi nos meses jun-nov/25), com payout médio 92%. Porém o ponto crítico é outro: não há rendimento publicado entre jan/26 e mai/26. A liquidação aprovada interrompe o ciclo regular de DPS — investidor que entra agora pode esperar meses sem fluxo de caixa antes de receber cotas do VVCR11.
A Hectare Capital é gestora especializada em CRIs imobiliários com sede em São Paulo (Vila Olímpia). O HCHG11 foi estruturado em 2021 como fundo high grade com foco em CRIs com lastro real (galpões logísticos, varejo, shoppings, loteamentos, hotéis). A gestora conduziu o processo de liquidação de forma transparente via Consulta Formal aos cotistas, divulgando Anexo II com valor de avaliação por CRI. A nova proposta do VVCR11 (13/11/2025) elevou o valor da operação em ~1% vs proposta inicial (de R$ 88,80 para R$ 89,70 por cota) — sinal de negociação ativa.
O HCHG11 deixou de ser um FII de papel para virar uma operação de evento corporativo em 27/11/2025, quando a Consulta Formal aprovou a alienação de 100% dos ativos ao VVCR11 por R$ 107,64 Mi (R$ 89,70/cota), com pagamento em cotas do próprio VVCR11. A carteira original era razoável (13 CRIs IPCA+ com taxa média 7,09%, duration 2,49a, 25% caixa, sem alavancagem nem performance), mas isso virou irrelevante.
Cotação atual de R$ 79,99 oferece ~12% de upside teórico vs valor de aquisição, mas o pagamento em cotas do VVCR11 transfere risco para esse outro veículo. O caixa de R$ 28 Mi entrou pelo valor cheio na proposta; os 13 CRIs (avaliados em R$ 86,5 Mi) foram vendidos por R$ 79,5 Mi — deságio de 8,7% sobre avaliação.
Não há rendimento publicado desde 30/12/2025 (último: R$ 0,70/cota). A janela de espera com fluxo zerado é tipica de fundos pré-liquidação e cobra paciência do cotista. Sem cronograma oficial divulgado para AGE de liquidação, o tempo até a entrega das cotas VVCR11 é incerto — podendo variar entre 6 e 18 meses.