(ex-CSHG Real Estate)
Recomendação: COMPRA · Nota 7,6/10 · Cotação R$ 130,35 · P/VP 0,8832 · DY 12m 14,5%
O HGRE11 consolidou em abr/26 a blindagem contratual: a Vivo prorrogou o contrato no Chucri Zaidan (22.810 m², ~23% da receita) até 2031, somando-se à renovação antecipada da Totvs no Sêneca até jul/2033 fechada no início do ano. Juntos, os dois maiores contratos (46% da receita recorrente) estão garantidos por anos — o WALE saltou de 3,5 para 4,9 anos, e o risco binário de WALE foi eliminado. O custo dessa segurança foi salgado: corte de 21,3% no aluguel da Totvs, ajustado a patamar de mercado pós-pandemia.
A reserva acumulada subiu para R$ 3,03/cota em abr/26 (vs R$ 2,96 em mar/26), dando fôlego para sustentar R$ 0,85 mensais ao longo do 2S26. Mas o investidor precisa entender: o DY de 14,5% acumulado em 12M inclui extraordinários voláteis (vendas Faria Lima, Curitiba, Berrini One). Sem novos extraordinários, o DY recorrente sobre cota de mercado é 7,8% a.a. (6,9% sobre VP) — alinhado a pares e à NTN-B+spread.
Com P/VP de 0,88, o fundo negocia com 12% de desconto sobre o valor patrimonial, e o portfólio de 13 edifícios concentrado em SP (86% em classe A/AAA) está bem posicionado para capturar a retomada do mercado de escritórios no ciclo de queda da Selic (Copom em 14,50% em abr/26). A alavancagem é baixa (2,3%) e em trajetória de desalavancagem (estimativa 1,8% em 2027). A relação com outros FIIs HG da Patria adiciona confiança operacional, mas há sobreposição de mandato com HGPO11.